Flávio Bolsonaro vence Lula em cenários de 1º e 2º turno, revela pesquisa
Um levantamento inédito do instituto Apex/Futura, divulgado nesta quinta-feira (22), revela um quadro de intensa competitividade para a sucessão presidencial. Realizada entre 15 e 19 de janeiro, a pesquisa mostra que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) travam uma disputa direta pela preferência do eleitorado, alternando-se na liderança conforme o cenário de primeiro turno.
O estudo evidencia que, embora o atual mandatário preserve um piso fiel de votos, o parlamentar fluminense tem demonstrado força para superá-lo numericamente em composições específicas, o que reforça a tendência de uma eleição altamente polarizada entre o lulismo e o bolsonarismo.
Equilíbrio e variações nos cenários de primeiro turno
A sondagem testou diferentes formações de candidatos, expondo a volatilidade do cenário político atual. Em uma simulação que inclui diversos nomes, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em situação de empate técnico, com o petista registrando 35,4% e o senador 34,3%. Contudo, a liderança muda de mãos quando a lista de candidatos é reduzida: em um cenário mais restrito, Flávio assume o protagonismo com 43,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 38,7%.
Nesse contexto, o governador gaúcho Eduardo Leite surge como uma alternativa de centro, somando 4,2%. Outras lideranças estaduais, como Ratinho Jr. (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), também foram avaliadas e apresentam oscilações de desempenho que dependem diretamente da presença ou ausência de outros rivais da oposição no tabuleiro.
As projeções para uma segunda etapa da eleição trazem dados que acendem o sinal de alerta para o Palácio do Planalto. Segundo a Apex/Futura, Lula enfrentaria dificuldades reais em disputas de segundo turno contra os principais nomes do campo conservador. O levantamento aponta que o presidente seria derrotado tanto por Flávio Bolsonaro quanto pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
No embate direto com o senador, por exemplo, Flávio atinge 48,1% contra 41,9% de Lula. O atual presidente, por sua vez, só consegue reverter o favoritismo e garantir a vitória em simulações contra candidatos que hoje ocupam um espaço de menor densidade eleitoral na polarização nacional, como Romeu Zema e Eduardo Leite.
Metodologia e contexto da amostra
O retrato do momento captado pela pesquisa reflete a fragmentação das forças que tentam se viabilizar como “terceira via” e a consolidação de nomes da direita como herdeiros competitivos do capital político bolsonarista.
Para realizar o estudo, foram ouvidas 2.000 pessoas em 849 cidades brasileiras, garantindo uma abrangência nacional. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, com uma margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08233/2026.


