Emirados Árabes receberão encontro trilateral inédito entre Ucrânia, Rússia e EUA após anúncio de Zelensky

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O cenário diplomático internacional ganhou um novo capítulo com o anúncio feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Segundo o líder ucraniano, os Emirados Árabes Unidos sediarão uma reunião trilateral inédita entre representantes de Kiev, Washington e Moscou.

O encontro, programado para durar dois dias, marca a primeira vez que as três nações se reúnem formalmente em solo emiratense para discutir o conflito.

Clima de expectativa e diplomacia técnica

Ao detalhar a agenda, Zelensky manteve um tom de otimismo cauteloso, misturado com uma pitada de humor sobre a organização do evento. Ele mencionou que, embora a logística às vezes traga “surpresas” por parte da administração americana, a presença confirmada de todas as delegações é um passo positivo. O objetivo central deste primeiro contato é estabelecer um diálogo em nível técnico que possa abrir caminhos para resoluções mais profundas no futuro.

Exigência de reciprocidade e concessões

A postura de Kiev para as negociações é clara: a flexibilidade não pode ser unilateral. Zelensky enfatizou que, para que o diálogo prospere, o governo russo deve demonstrar disposição genuína para ceder em pontos cruciais.

Segundo o presidente, a prontidão para fazer concessões é uma responsabilidade compartilhada por todas as partes envolvidas, e não apenas uma obrigação ucraniana, sendo este um ponto inegociável para a soberania do país.

O fator Trump nos bastidores

O anúncio das conversas trilaterais ocorreu logo após um encontro reservado de Zelensky com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também em Davos. A reunião bilateral, que durou pouco menos de uma hora e aconteceu a portas fechadas, sinaliza uma movimentação intensa de bastidores.

Embora o conteúdo exato da conversa com Trump não tenha sido divulgado à imprensa, o subsequente anúncio da cúpula nos Emirados sugere um alinhamento estratégico entre as duas nações antes do diálogo com o Kremlin.

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