Tempestade geomagnética severa provoca auroras boreais em regiões do mundo onde o fenômeno é raro
O que era esperado como um evento astronômico comum transformou-se em um dos espetáculos naturais mais impressionantes dos últimos tempos. Observadores do céu em diversas partes do globo foram surpreendidos por auroras boreais deslumbrantes que romperam seus limites polares tradicionais.
O fenômeno, impulsionado por uma tempestade geomagnética de nível G4, iluminou os céus de regiões em latitudes médias, proporcionando uma visão rara para moradores de áreas que raramente testemunham tal evento. Relatos e registros visuais surgiram desde o sudoeste dos Estados Unidos, como o Novo México, até países da Europa central, como a Alemanha, enquanto as condições magnéticas da Terra oscilavam intensamente durante a noite.
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A velocidade recorde de uma ejeção solar
A origem deste fenômeno foi uma ejeção de massa coronal (EMC) excepcionalmente rápida, resultante de uma poderosa erupção solar de classe X1.9 ocorrida no dia 18 de janeiro. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, a nuvem de plasma levou apenas um dia para percorrer os cerca de 147 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra, atingindo nosso campo magnético na tarde do dia 19.

Esse tempo de deslocamento é considerado notavelmente curto e foi o combustível necessário para elevar a tempestade ao nível “severo”, mantendo o campo magnético do planeta em estado de alta perturbação por várias horas consecutivas.
Registros raros em latitudes incomuns
A intensidade da tempestade permitiu que a aurora boreal fosse vista em locais surpreendentes. No Novo México, a apenas 32 graus de latitude, o fotógrafo Greg Gage registrou imagens que considerou inacreditáveis para a região. Gage, que costuma observar o fenômeno na Virgínia Ocidental, admitiu que jamais esperaria presenciar as luzes do norte tão ao sul durante suas férias de inverno.

Simultaneamente, na Europa, a dança das cores refletiu sobre o rio Müggelspree, na Alemanha, e inundou os céus da vila de Abaujvar, na Hungria, onde tons vibrantes de vermelho e verde foram imortalizados em fotografias que rapidamente se espalharam pelo mundo.


Previsão de novas aparições no horizonte
Embora o pico da atividade geomagnética já tenha passado e a tendência seja de uma diminuição gradual, o cenário ainda é de instabilidade. De acordo com meteorologistas espaciais, o campo magnético da Terra permanece sensível e há uma possibilidade real de que a aurora boreal volte a dar o ar da sua graça nas próximas horas.
Tudo dependerá do comportamento dos ventos solares e da manutenção das condições atuais, o que mantém entusiastas e fotógrafos em estado de alerta para uma possível segunda noite de exibições celestiais.


