EUA emitem alerta às companhias aéreas sobre possível ação militar em rotas para as Américas Central e Sul

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A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu uma recomendação de cautela máxima para as companhias aéreas americanas que operam rotas sobre o México e extensas áreas da América Central e do Sul.

O comunicado, fundamentado em uma série de Avisos às Missões Aéreas (NOTAMs), aponta riscos decorrentes de atividades militares e possíveis interferências em sistemas essenciais de navegação.

A medida tem validade estendida até o dia 17 de março de 2026, abrangendo o espaço aéreo de países como Panamá, Colômbia e Equador, além de zonas estratégicas sobre o Oceano Pacífico e o Golfo da Califórnia.

De acordo com as diretrizes da agência reguladora, as ameaças potenciais podem afetar aeronaves em qualquer altitude, manifestando-se tanto em voos de cruzeiro quanto nas fases críticas de pouso e decolagem.

O alerta é direcionado a todos os operadores comerciais e empresas aéreas registradas nos Estados Unidos. Embora a extensão da área afetada seja incomum, o governo Trump não forneceu detalhes imediatos sobre operações específicas em andamento que justificassem um bloqueio tão abrangente até o momento da emissão dos avisos.

Tensões diplomáticas e operações militares na região

O cenário de instabilidade ocorre em um momento de forte tensão política, intensificado pela recente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação das forças especiais norte-americanas.

Após o episódio, o presidente Donald Trump declarou publicamente a intenção dos Estados Unidos de exercer uma gestão direta sobre o território venezuelano. Esse clima de intervenção já havia sido sinalizado anteriormente por ofensivas navais contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, supostamente ligadas ao governo de Maduro.

Além da crise na Venezuela, a postura da Casa Branca em relação ao México também contribui para o estado de alerta. Recentemente, Trump levantou a possibilidade de incursões militares em solo mexicano para combater cartéis de drogas, proposta que foi prontamente rechaçada pela presidente Claudia Sheinbaum, que defende a soberania e a eficácia das políticas de segurança de seu país.

Enquanto isso, o cenário global de aviação enfrenta outros pontos de pressão, como o fechamento temporário do espaço aéreo no Irã, o que mantém o setor em constante monitoramento de riscos.

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