Alexandre de Moraes ordena inquérito para apurar se Coaf e Receita vazaram dados de ministros
Sob a presidência interina do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar possíveis quebras irregulares de sigilo fiscal envolvendo magistrados da Corte e seus familiares por parte do Coaf e da Receita Federal.
A medida surge como resposta direta a recentes publicações jornalísticas que expuseram transações financeiras de parentes de integrantes do tribunal, incluindo um contrato vultoso entre a esposa de Moraes e o Banco Master, instituição que é alvo de diligências da Polícia Federal e que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central.
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Além do caso envolvendo a família de Moraes, as investigações também miram o vazamento de informações sobre supostos negócios de irmãos do ministro Dias Toffoli com a Reag Investimentos, gestora de fundos que, assim como o Banco Master, enfrenta intervenção regulatória e teve sua liquidação confirmada pela autoridade monetária nesta data. Diante desse cenário, tanto a Receita Federal quanto o Coaf já foram formalmente notificados sobre o procedimento investigativo na última quarta-feira, dia 14 de janeiro.
Moraes conduz essa iniciativa no exercício da presidência do STF, posto que ocupa temporariamente durante o recesso do Judiciário, iniciado em 12 de janeiro e com previsão de término em 31 do mesmo mês. A retomada plena das atividades jurisdicionais e a abertura solene do Ano Judiciário de 2026 estão agendadas para o início de fevereiro, quando o tribunal voltará a operar sob sua composição e ritos ordinários.


