Medvedev diz que Europa “se borraria de medo” e não impediria os EUA de tomarem a Groenlândia
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitri Medvedev, utilizou suas redes sociais para desdenhar da capacidade da Europa em conter as ambições territoriais dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.
Em tom crítico e sarcástico, o político russo afirmou que as nações europeias não possuem meios reais para impedir que Washington avance sobre o território dinamarquês, caso a Casa Branca decida levar adiante o plano de incorporação da ilha.
O embate entre Paris e Moscou
As declarações de Medvedev surgiram como uma resposta direta ao posicionamento do presidente francês, Emmanuel Macron. Após uma reunião de gabinete, o governo francês advertiu que qualquer violação da soberania da Dinamarca resultaria em consequências “sem precedentes”. Medvedev, no entanto, ridicularizou a ameaça, sugerindo que, diante de uma pressão real dos Estados Unidos, os líderes europeus cederiam por temor.
Para o representante russo, a Europa não teria coragem de adotar medidas extremas, como confrontos militares ou nucleares, acabando por entregar o território e abrindo um precedente histórico de fragilidade continental.
A estratégia de Trump e a defesa americana
Do lado americano, o presidente Donald Trump mantém a determinação de integrar a Groenlândia aos Estados Unidos, justificando que a medida é vital para a segurança nacional. O argumento central de Washington é a necessidade de criar uma barreira defensiva contra a presença crescente de navios russos e chineses que circulam próximos à costa norte estadunidense.
O governo Trump tem adotado uma postura assertiva, sinalizando que não descarta o uso de força militar para assegurar o controle da região, apesar de a Groenlândia e a Dinamarca reiterarem que a soberania do território autônomo não está à venda.
Resposta europeia e possíveis sanções econômicas
Diante das ameaças vindas de Washington, o cenário internacional começa a desenhar medidas de retaliação. Informações de bastidores indicam que o Reino Unido já coordena conversas com aliados europeus para o eventual envio de uma força militar preventiva à ilha. Paralelamente, a União Europeia estuda uma contraofensiva econômica severa. O bloco estaria elaborando planos para impor sanções a gigantes tecnológicas americanas, como Meta, Google, Microsoft e X, como forma de pressionar os Estados Unidos a recuarem em suas pretensões expansionistas no Ártico.


