Flávio Bolsonaro acusa Moraes de ignorar laudo médico do pai: “Leia o documento, ser abjeto”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se de forma incisiva nesta quinta-feira (1) contra a manutenção de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Através de suas redes sociais, o parlamentar criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado negar o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-mandatário.

Flávio, que recentemente lançou sua pré-candidatura à presidência para 2026, utilizou o espaço para questionar a postura do ministro e alertar sobre a integridade física de seu pai.

Alerta sobre riscos de saúde

A principal preocupação manifestada pelo senador refere-se ao estado clínico do ex-presidente, que cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. Segundo Flávio Bolsonaro, a permanência no ambiente prisional representa um perigo iminente para Jair Bolsonaro, que estaria sob risco de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) devido a complicações de saúde pré-existentes. O senador argumenta que o laudo médico apresentado pela defesa é contundente ao indicar a necessidade de cuidados permanentes e especializados, os quais, em sua visão, não podem ser devidamente assegurados dentro de uma unidade policial ou penitenciária.

Divergência sobre laudos e despacho judicial

Em contrapartida, o ministro Alexandre de Moraes fundamentou sua decisão na melhora do quadro clínico de Bolsonaro. No despacho, o magistrado afirmou que as evidências médicas mais recentes contradizem os argumentos da defesa, justificando assim o retorno do ex-chefe do Executivo à Superintendência da Polícia Federal assim que receber alta hospitalar.

Flávio Bolsonaro rebateu essa análise, classificando a decisão como “sarcástica” e acusando o ministro de ignorar as recomendações técnicas do documento. Em tom de forte protesto, o parlamentar chegou a utilizar termos ofensivos contra o ministro e questionou o limite das prerrogativas judiciais de Moraes no caso.

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