Trump promete intervir se o Irã usar violência contra manifestantes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira para manifestar um apoio contundente às ondas de protestos que atingem o Irã. Motivados por uma crise econômica severa e pela desvalorização acentuada da moeda local, os manifestantes enfrentam uma situação de alta tensão nas ruas.
Em sua conta na rede Truth Social, Trump alertou que, caso o governo iraniano utilize força letal contra os civis, como ocorreu em episódios anteriores, os Estados Unidos estão preparados e prontos para intervir em auxílio à população.
Aliança com Israel e pressão militar
A postura de Trump reforça o alinhamento estratégico com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Em comunicações recentes, o líder americano garantiu suporte a Israel para novas operações militares contra o Irã, caso o país persa retome o desenvolvimento de seu programa nuclear ou expanda sua capacidade de mísseis. Essa sinalização ocorre em um cenário ainda marcado pelas consequências da “Guerra de 12 Dias”, ocorrida em junho passado, elevando o estado de alerta na região.
Governo iraniano admite crise interna e busca diálogo
Dentro do Irã, o tom do presidente Masoud Pezeshkian tem sido de autocrítica e abertura para negociações. Em declarações recentes, o mandatário evocou princípios religiosos do Alcorão para cobrar ações imediatas do Executivo e do Parlamento, afirmando que as autoridades serão cobradas por Deus caso não resolvam as aflições do povo. Pezeshkian reconheceu que o país atravessa um dos piores momentos de sua história, com problemas acumulados que exigem uma mudança urgente na forma como a nação é administrada.
Ao abordar o descontentamento popular, Pezeshkian defendeu que o governo iraniano deve assumir a responsabilidade pelas falhas internas em vez de culpar agentes externos, como os EUA. O presidente destacou desequilíbrios estruturais, citando como exemplo o consumo de eletricidade no país, que chega a ser seis vezes superior à média europeia. Enquanto o debate político avança, o custo humano dos protestos já é visível: relatos indicam que os confrontos diretos entre manifestantes e as forças de segurança resultaram na morte de pelo menos sete pessoas nos últimos dias.


