Barroso substituto de Carla Zambelli endossa PL da Dosimetria e anistia
O deputado Barroso manifestou apoio ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que foi aprovado na Câmara dos Deputados e propõe alterações no cálculo de penas criminais. Segundo o parlamentar, que foi alvo de críticas de setores que demandavam uma anistia total e imediata, a medida representa a alternativa mais viável para garantir a libertação, em curto prazo, dos indivíduos detidos pelos atos de 8 de janeiro.
“Eu apoio o PL da Dosimetria, porque Bolsonaro sabe que presos vão passar seu Natal em casa, já que passou na Câmara. Portanto, eu apoio, mesmo sabendo que não é o que queremos, mas o que é possível”, declarou Barroso em entrevista à Jovem Pan.
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Barroso afirmou que o principal foco de seu mandato será a reversão das condenações atuais por meio da política. Ele citou a organização e a eficácia da esquerda na ocupação de espaços como um modelo de atuação a ser seguido, no sentido de se contrapor.
“A esquerda sempre foi de linha de frente, viajou ao mundo denunciando o sistema brasileiro. Nós vamos reverter esse quadro”, assegurou.
Atuação cautelosa e focada em resultados
Em uma distinção clara do estilo considerado combativo de colegas, Barroso pregou a cautela, argumentando que o radicalismo desprovido de preparo resulta em perdas políticas desnecessárias. O novo titular da cadeira legislativa defende uma abordagem mais concentrada em resultados legislativos, especialmente no que concerne à anistia.
“Eu não vou ser um deputado radical, que ataca sem um preparo. A gente tem que saber a hora de avançar. Precisamos tomar cuidado para não sair ferido. Sempre defendendo nossa Pátria e o povo que defende o conservadorismo. Queremos ajudar os condenados do 8 de Janeiro, sem radicalismo”, disse ele.
Prioridades legislativas: economia e defesa contra perseguição
O deputado concluiu detalhando suas prioridades legislativas, que combinam pautas econômicas voltadas para um “Brasil sustentável”, como a redução de impostos, com uma defesa intensa contra o que ele classifica como perseguição política.
“Projetos e coisas que defendem um Brasil sustentável como redução de impostos, essas coisas eu já venho trabalhando. Vou dedicar mais a anistia e aos projetos que prejudicam o Brasil por causa dessa perseguição. Estaremos focados nisso.”


