Novas imagens de satélite mostram reforço militar dos EUA perto da Venezuela, gerando alerta de um possível ataque na região do Caribe

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Novas imagens de satélite e fotos de navios de guerra destacam a crescente presença militar dos EUA nas Ilhas Virgens Americanas e em Porto Rico, intensificando a pressão de Washington sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

Embora o aumento do contingente militar seja oficialmente parte de uma missão de combate ao narcotráfico, a operação coloca as forças americanas em alcance de ataque da Venezuela, aumentando o risco de um confronto direto.

Movimentação de Forças

Uma imagem de satélite, divulgada pela empresa chinesa MizarVision, mostra um avião de transporte militar C-17 Globemaster III e aviões-tanque KC-46 Pegasus no aeroporto Henry E. Rohlsen, em St. Croix, nas Ilhas Virgens Americanas. A presença do C-17, que pode transportar grande quantidade de tropas e equipamentos, sugere um apoio logístico mais robusto para a missão americana.

Simultaneamente, fotos de um usuário do X, tiradas em Porto Rico, mostram o cruzador de mísseis USS Lake Erie atracado no porto de Ponce. A combinação de aviões e navios de guerra ressalta a escala do aumento militar na região. Além de Porto Rico e das Ilhas Virgens, outras forças americanas, incluindo caças F-35 e drones MQ-9, também estão ativas no Caribe.

Uma imagem de satélite divulgada pela empresa chinesa de inteligência aeroespacial MizarVision mostra um C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA, à esquerda, e três KC-46 Pegasus reabastecendo aviões-tanque em 15 de setembro de 2025, no Aeroporto Henry E. Rohlsen de St. Crois, nas Ilhas Virgens Americanas.
A Justificativa dos EUA e a resposta de Maduro

O presidente Donald Trump justificou a ação, confirmando que as forças americanas destruíram barcos de cartéis de drogas e exigindo que a Venezuela pare de apoiar essas redes. Segundo Trump, as operações visam combater atividades que, para ele, representam uma “ameaça à segurança nacional”. O diretor do FBI, Kash Patel, endossou a ação, comparando a ameaça dos cartéis à da Al-Qaeda após o 11 de Setembro.

Em resposta, Maduro condenou as operações como “ataques criminosos” e acusou Washington de planejar uma “agressão judicial, política, diplomática e militar” contra seu país. Ele também afirmou que todos os canais de comunicação com o governo Trump haviam sido cortados.

Com a presença de navios e aeronaves nas proximidades da Venezuela, a tensão entre os dois países se transforma em um visível impasse militar.

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