Lula adere a tratado de neutralidade do Canal do Panamá em meio a investida de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a adesão do Brasil ao Tratado de Neutralidade Permanente do Canal do Panamá. A decisão foi tomada durante a visita do presidente panamenho, José Raúl Mulino, e reforça o apoio brasileiro à soberania do Panamá sobre o canal.
Lula elogiou a gestão panamenha, destacando que o país tem administrado o canal com eficiência e segurança há mais de 25 anos. O gesto diplomático ocorre em um momento de tensões com os Estados Unidos, especialmente após a recente imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Em seu discurso, o presidente brasileiro criticou, de forma indireta, a intenção do presidente dos EUA, Donald Trump, de “recuperar” o controle do Canal do Panamá. Lula lamentou o uso do comércio internacional como uma ferramenta de “coerção e chantagem”, e criticou as tentativas de restabelecer “antigas hegemonias”.
O presidente Mulino concordou com as declarações de Lula, defendendo a necessidade de fortalecer a integração e o multilateralismo na América. Ele reforçou a importância da soberania do Panamá, que foi conquistada após um século de luta e negociações.
O Tratado de Neutralidade Permanente do Canal do Panamá é o resultado dos Tratados Torrijos-Carter de 1997, que garantiram a transferência do controle do canal para o Panamá, encerrando décadas de domínio americano. O Brasil é agora um dos mais de 40 países que fazem parte do acordo.
