Netanyahu revela que Israel impediu ataque nuclear do Irã e faz novos alertas sobre guerra

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trouxe a público detalhes sobre as operações militares do país contra o Irã, afirmando que uma ofensiva preventiva realizada há um ano foi crucial para impedir um ataque nuclear planejado por Teerã. O premiê referiu-se ao episódio como a “Guerra dos Doze Dias”, iniciada em junho de 2025, classificando a ação como um marco histórico que neutralizou uma ameaça imediata de destruição contra o Estado judeu.

Durante o pronunciamento, Netanyahu relembrou que a estratégia israelense incluiu o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O chefe de governo enfatizou que a rapidez e a decisão das forças de segurança foram determinantes para a sobrevivência do país e reiterou o compromisso inabalável de que as autoridades iranianas não conseguirão desenvolver ou obter armas nucleares.

Ofensiva contra o Hezbollah e enfraquecimento do eixo inimigo

A mesma postura adotada contra o Irã está sendo aplicada no combate ao movimento xiita libanês Hezbollah. Netanyahu acusou o grupo de planejar uma invasão à região da Galileia e de projetar a devastação de cidades israelenses por meio de bombardeios de mísseis. Segundo o premiê, as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão desmantelando a infraestrutura da organização no Líbano, o que teria deixado tanto o Irã quanto o Hezbollah em suas posições mais frágeis da história recente.

Apesar de considerar a frente iraniana temporariamente contida, o líder israelense alertou que os desafios de segurança persistem. Ele revelou que, nas últimas 24 horas, ambos os adversários tentaram impor uma nova dinâmica de forças na região, o que foi prontamente rejeitado por Tel Aviv. Como resposta imediata aos ataques em território israelense, ordens foram emitidas para que a Força Aérea bombardeasse alvos estratégicos em Beirute, além de complexos militares e econômicos por todo o Irã.

Tensões geopolíticas e mediação internacional

A atual escalada de violência ganhou tração após incursões israelenses no sul da capital libanesa, em retaliação a mísseis disparados contra o norte de Israel. O bombardeio em Beirute provocou uma contraofensiva direta de Teerã, que lançou mísseis contra o Estado judeu. Embora o governo israelense afirme que os combates estão momentaneamente controlados devido à interrupção das respostas iranianas, o clima na região permanece de alerta máximo.

Nos bastidores diplomáticos, o governo dos Estados Unidos tenta conter as hostilidades. Fontes de Washington e de Tel Aviv confirmaram que o presidente americano, Donald Trump, apelou diretamente a Netanyahu para que segurasse novas respostas militares, permitindo uma abertura para as negociações. Em resposta aos apelos, o premiê afirmou respeitar o diálogo com o aliado americano, mas insistiu publicamente que o direito de autodefesa de Israel é absoluto e será exercido sem concessões.

Enquanto o impasse estratégico com o Irã se desenvolve, as operações táticas na fronteira com o Líbano continuam avançando. As Forças de Defesa de Israel emitiram uma ordem de evacuação imediata para os moradores de Ziqoq al-Mufdi, localizada no sul do território libanês. A medida foi tomada diante da iminência de novos ataques aéreos severos contra posições logísticas e operacionais do Hezbollah na localidade.

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